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quinta-feira, 17 de maio de 2012

Brasil reduz em 84% o número de mortes por dengue em 2012

Balanço do Ministério da Saúde aponta ainda redução de 91% dos casos graves da doença em relação a 2010
O número de óbitos por dengue no Brasil caiu 84% nos quatro primeiros meses de 2012 em comparação ao mesmo período de 2010. Há dois anos foram registradas 467 mortes pela doença entre janeiro e abril. Já no primeiro quadrimestre deste ano o número caiu para 74 óbitos. Os dados são do balanço apresentado nesta quinta-feira (17), pelo ministro da Saúde, Alexandre Padilha, em Brasília.

O balanço da dengue em 2012 revela outros índices positivos no combate à doença. Houve diminuição de 91% nos casos graves da doença, que passaram de 11.845 em 2010, para 1.083 registros em 2012. Já o número total de casos teve retração de 58% - foram 286.011 casos da doença em 2012, contra 682.130 em 2010.

Confira apresentação

O ministro destacou o conjunto de ações do Ministério da Saúde - em parceria com estados e municípios - como fatores para a redução da doença. Exemplo disso é o repasse de R$ 92 milhões repassados a 1.158 municípios, como adicional de 20% aos recursos regulares, com foco na qualificação das ações de prevenção e controle.

“Esses resultados expressivos só reforçam o trabalho do ministério em parceria com os municípios e as secretarias estaduais nas ações no período fora da epidemia, que foram pactuados no ano passado. Os planos por incentivo de desempenho, a checagem pelo LIRAa, o acompanhamento do plano de contingência e as visitas aos estados contribuíram efetivamente para a organização mais eficiente da rede de assistência do SUS”, analisou Padilha.

Ele disse ainda que “o ministério considera um crime contra a saúde pública qualquer paralisação das atividades de combate à dengue por causa das atividades eleitorais. O segundo semestre é fundamental para a mobilização no combate à doença. É o momento de estruturar os serviços de saúde, capacitar profissionais e organizar as ações de vigilância”, reforçou.

O repasse de verba garantiu também o abastecimento regular aos estados e municípios de insumos estratégicos como os kits de diagnóstico e aquisição de inseticidas para o controle do mosquito Aedes aegypti. Foram adquiridos cerca de sete mil kits suficientes para 640 mil exames, 2,5 milhões de quilos de larvicidas e 350 mil litros de adulticidas (fumacê).

Outra ação foi o investimento em atividades de mobilização da população, através da campanha “Toda hora é hora de combater a dengue”, além da distribuição aos municípios de 450 mil cartazes com orientações sobre a classificação de risco do paciente. E foi incrementado o esforço de capacitação dos profissionais de saúde.

O secretário da Secretaria de Vigilância em Saúde, do Ministério da Saúde, Jarbas Barbosa, informou ainda que as equipes das Secretarias de Atenção à Saúde (SAS) e de Vigilância em Saúde visitaram as regiões do país prestando assessoria técnica e as devidas orientações. “Estamos prontos para auxiliar nos planos de combate e nas ações de contingência. Essa parceira com os estados e municípios é fundamental e demonstrou por meio da sequência de reduções de casos graves e óbitos que estamos no caminho certo”, acrescentou.

SITUAÇÃO EPIDEMIOLÓGICA -Dez estados concentram 81,6% (233.488) dos casos notificados em 2012 - Rio de Janeiro (80.160), Bahia (28.154), Pernambuco (27.393), São Paulo (19.670), Ceará (17.205), Minas Gerais (14.006), Mato Grosso (13.802), Tocantins (11.589), Pará (11.223) e Rio Grande do Norte (10.286).

Já os dez municípios com o maior número de casos no período foram: Rio de Janeiro (64.675), Fortaleza (10.156), Recife (6.343), Palmas (4.706), Cuiabá (4.460), Goiânia (4.128), Natal (3.779), Itabuna (3.088), Aparecida de Goiânia (3.022) e Teresina (3.000).


Considerando a incidência (calculada na proporção de um caso a cada 100 mil habitantes), os três municípios com as maiores taxas registradas foram: Palmas (2.494,7), Itabuna (1.445,3) e Rio de Janeiro (1.045,4), respectivamente.


CIRCULAÇÃO VIRAL– No país circulam quatro tipos de vírus da dengue. Em 2012, os tipos DENV 1 e DENV 4 foram os mais comuns, com 59,3% e 36,4%, respectivamente. Foram avaliadas 2.098 amostras positivas.

No entanto, essa distribuição apresenta variações entre as cinco regiões brasileiras. No Norte o percentual de 85,5% e no Nordeste registrou-se 81,5% de predomínio do DENV 4. Já nas regiões Centro-Oeste e Sul o DENV 1 circulou com maior predominância (53,3% e 83,8%). Já no Sudeste há equilíbrio entre os dois sorotipos - 46,8% de DEN 1 e 49,7% de DEN 4.


“É importante reforçar que não existe um tipo viral mais agressivo, mas a exposição da população a diversas infecções pelo vírus da dengue ao longo dos últimos anos constitui-se em um fator de risco adicional para a ocorrência das formas mais graves da doença, explica o secretário.

Por Jorge Alexandre Araújo, da Agência Saúde – Ascom/MS

terça-feira, 8 de maio de 2012

segunda-feira, 30 de abril de 2012


Ação Social por Érima de Andrade

Uma manhã de sábado como voluntária na 16° Ação Social Doutores de Coração (IDCOR).

É a primeira vez que participo de uma das ações do IDCOR (Instituto Doutores De Coração). A mim coube, junto com Bruno Fernandes Barcellos, do Projeto Envelhe-sendo, fazer o acolhimento. O auto falante explicou que estávamos disponíveis para uma conversa na sala 14, e as pessoas começaram a chegar.

Todos tinham um traço em comum: queriam ficar livres da sensação de desorientação. Procuravam uma palavra que trouxesse confiança de terem feito as escolhas certas, baseadas em informações obtidas através de revistas e TV. Ou então, a certeza de receberem uma orientação nova que pudessem seguir.

Eu atendi uma senhora que chegou muito angustiada. Ela passou por todas as etapas da ação social, mediu pressão, peso, altura, circunferência abdominal, colesterol e glicemia. Os resultados estavam ótimos, e por isso ela não foi encaminhada para o atendimento nutricional, que era o objetivo dela.

Me contou que teve uma fase da vida que engordava e emagrecia com frequência, e queria manter um peso estável. Por conta própria mudou a alimentação, passou a consumir verduras, legumes e frutas e a respeitar os horários das refeições. Estava andando 40 minutos por dia e, pelo menos 3 vezes na semana, também andava de bicicleta, presente de um neto. Está se sentindo bem, disposta, ativa, mas tinha receio de voltar a viver o efeito sanfona e o desânimo.

Comecei parabenizando pelas escolhas. Ela confirmou que todas essas mudanças eram recentes e que faz uso de medicamentos para outras questões de saúde. Disse que a médica já havia aconselhado a mudar o estilo de vida, mas que ainda não viu esses resultados, já que a próxima consulta será em três semanas. Fomos conversando e fui mostrando a ela que sim, ela já sabe o que fazer para se sentir melhor e para estabilizar o peso. E que mesmo assim, não pode, nem deve, parar a medicação por conta própria. Saiu aliviada. Mas antes me deu um santinho para me proteger, queria me agradecer de alguma maneira.

Uma outra senhora que atendi, disse que precisava muito conversar. Se descobriu grávida aos 51 anos de idade. Está em boas condições de saúde, tem consciência da importância do pré- natal, e há tempos vinha amadurecendo a idéia de criar mais um filho, pensava em adotar. Então, a chegada de uma criança na vida dela não era o problema.

Me disse que estava pensando em sair do emprego, vender a casa e mudar de cidade, só voltando quando a criança nascesse. Afinal, “tenho 51 anos, 5 filhos criados, 8 netos e sou solteira” (sic). Ao longo da nossa conversa conseguiu ressignificar a gestação, e se sentir orgulhosa das suas escolhas e conquistas de independência e saúde. Por conta da parceria do IDCOR com o Rotary Club de Niterói, ela recebeu também as orientações para conseguir ajuda, um berço e o enxoval para o bebê.

As próximas a entrar na sala foram uma filha e uma mãe com Parkinson. A filha não sabia mais o que fazer para preencher o tempo da mãe. Nessa busca de estimulá-la, acabou se fechando, e nenhuma das duas tinha outros vínculos sociais. Ao se dar conta desse fechamento a filha voltou a estudar, mas se sentia culpada por deixar a mãe sozinha.

Mais uma parceria do IDCOR entrou em ação e elas descobriram ali na sala as possibilidades da UNIVERTI: Universidade Aberta da Terceira Idade – Niterói. Aulas de 2° a 5° feira, das 14 às 17h, com cursos livres de teatro, coral, dança de salão, biodança, literatura, espanhol, inglês, memória entre outros. Foi como se um mundo novo se abrisse para as duas. A animação delas era contagiante. A gratidão é um sentimento lindo de se observar.

Também atendi uma senhora, cubana, com sequelas motoras pós AVC, e com índices preocupantes de glicemia. As duas cuidadoras dela plenas de boa vontade e sem saber o que fazer, buscavam ajuda e orientação. Entre outras medidas, para ajudá-la a perder peso, passaram a oferecer sucos verdes de brócolis, couve e o que mais achassem na feira. Era a única informação nutricional que tinham.

A senhora pesando 90kg e as duas baixinhas e bem mais leve, tinham muitas dificuldades, especialmente durante a noite. Ela dorme numa cama box, encostada na parede e “protegida” por cômodas e cadeiras. Mesmo assim, a senhora, com frequência, cai da cama durante a noite. Nessas ocasiões, colocam o colchão no chão, e tentam acomodar a senhora, o melhor possível, até que amanheça, quando então, pedem ajuda aos bombeiros.

Ela passou por todos os setores da ação social, medida, pesada, com os índices calculados. Recebeu orientação nutricional e de atividades, entre elas 20 minutos de caminhada, mesmo que em dois períodos de 10 minutos ao dia. Não importa se vai andar 10 minutos com o andador, os benefícios são cumulativos independente das dificuldades.

Uma outra parceria do IDCOR entrou na conversa e a assistente social da Associação Niteroiense dos Deficientes Físicos (ANDEF), colheu a história e ficou de arrumar uma cama hospitalar para essa senhora. Também no caso delas, abriu-se um mundo de possibilidades de cuidado.

Parece que fizemos tão pouco, mas para essas pessoas, e tantas outras que receberam atendimento nesse dia, nós realmente fizemos a diferença.


Esse texto de Lao Tse exprime meu sentimento após uma manhã como voluntária:

"Delicadeza nas palavras gera confiança.
Delicadeza no pensamento gera
profundidade.
Delicadeza no doar-se gera
amor."

Que a delicadeza esteja com todos nós.

3 comentários:

  1. Maravilhoso trabalho de delicadeza!
    Bom que seja muito divulgado para que aqueles que se consideram sem saída possam ver essa possibilidade. PARABÉNS!
    ResponderExcluir
  2. Maravilhoso trabalho de delicadeza. Bom que seja muito divulgado para que aqueles que se consederem sem saída possam ver essa possibilidade de vida nova. PARABÉNS.
    ResponderExcluir
  3. A AÇÃO SOCIAL DOUTORES DO CORAÇÃO,COMO TANTAS OUTRAS, MOSTRA, COMO É POSSÍVEL E DE FORMA A MAIS SIMPLES PELA DISPONIBILIDADE DE SEUS AGENTES VOLUNTÁRIOS, ESTABELECERMOS RELAÇÕES HUMANAS FUNDAMENTAIS, TANTO PARA QUEM RECEBE, QUANTO PARA QUEM CHEGA COM SUAS AFLIÇÕES E NECESSIDADES.  UM TRABALHO DE AMOR E PAZ ! PARABÉNS A TODOS OS ENVOLVIDOS !

domingo, 29 de abril de 2012




 


 


 
 

segunda-feira, 12 de março de 2012

quinta-feira, 8 de março de 2012

Dia Internacional da Mulher

O Dia Internacional da Mulher, celebrado em 8 de março, tem origem nas manifestações femininas por melhores condições de trabalho e direito de voto, no início do século XX, na Europa e nos Estados Unidos.
A data foi adotada pelas Nações Unidas, em 1975, para lembrar tanto as conquistas sociais, políticas e econômicas das mulheres como as discriminações e as violências a que muitas mulheres ainda estão sujeitas em todo o mundo.
No dia 8 de março de 1857, operárias de uma fábrica de tecidos, situada na cidade norte americana de Nova Iorque, fizeram uma grande greve. Ocuparam a fábrica e começaram a reivindicar melhores condições de trabalho, tais como, redução na carga diária de trabalho para dez horas (as fábricas exigiam 16 horas de trabalho diário), equiparação de salários com os homens (as mulheres chegavam a receber até um terço do salário de um homem, para executar o mesmo tipo de trabalho) e tratamento digno dentro do ambiente de trabalho.
A manifestação foi reprimida com total violência. As mulheres foram trancadas dentro da fábrica, que foi incendiada. Aproximadamente 130 tecelãs morreram carbonizadas, num ato totalmente desumano.
Porém, somente no ano de 1910, durante uma conferência na Dinamarca, ficou decidido que o 8 de março passaria a ser o "Dia Internacional da Mulher", em homenagem as mulheres que morreram na fábrica em 1857. Mas somente no ano de 1975, através de um decreto, a data foi oficializada pela ONU (Organização das Nações Unidas).

sábado, 3 de março de 2012

Risco de AVC (derrame) em diabéticos

  Pesquisa publicada no periódico America Heart Journal of Stroke 29/fev/2012 demonstra que quanto mais tempo de doença (diabettes) maior o risco de ocorrer o Acidente Vascular Cerebral.

  O risco conhecido de AVC em Diabéticos  é em torno de  2 a 4 vezes maior do que pacientes não diabéticos, o que não tem ficado claro é se o risco existe desde o surgimento da doença ou se aumenta gradualmente com o tempo de doença.

  O estudo acompanhou 3300 idosos de Nova York, sendo que destes cerca de 22% dos pacientes já tinham diabetes no início do acompanhamento e outros 10% desenvolveram diabetes no decorrer do acompanhamento do estudo.

  Após um acompanhamento médio de 9 anos, houveram 244 episódios de  AVC.

  O estudo confirma o risco mais elevado de AVC em Diabético e demonstra que o risco aumenta progressivamente com o passar dos anos. Após 10 anos o risco de AVC no diabético triplica!

   Este estudo alerta para a importância da prevenção da Diabetes através de dieta e atividade física e para aquelas pessoas que  ja são diabéticas, controlar bem, além da diabetes, a pressão arterial e o colesterol com muito rigor. Ou seja, com acompanhamento especializado para atingir níveis otimizados.

  Note que  a dieta e a atividade física é essencial para todos e que todos devem evitar tabagismo, devem manter PA normalizada e colesterol e outros lípides normalizados.

 Cuidem- se bem.

  Dr. Alexandre Drumond é Cardiologista e Presidente de Honra do IDCOR






sexta-feira, 2 de março de 2012

Pesquisa mostrou que comer vegetais pode reduzir o risco infarto.

Dieta saudável pode neutralizar gene ligado a doença cardíaca

Pesquisa mostrou que comer vegetais pode reduzir o risco infarto mesmo em pessoas com o gene que favorece o surgimento do problema


Uma alimentação saudável, com muitas frutas e vegetais, pode reduzir significativamente o efeito de um gene associado a maior risco de doenças cardíacas, sugere um novo estudo.

No estudo, publicado na edição on-line atual da revista científica PLoS Medicine, os pesquisadores examinaram a relação entre dieta e uma variante do gene 9p21 em mais de 27.000 pessoas de cinco etnias – árabes, europeus, chineses, latino-americanos e sul-asiáticos.


Os resultados mostraram que, em pessoas com a variante do gene 9p21 e que mantinham uma dieta saudável, composta principalmente de vegetais crus, frutas e frutos do bosque (morango, framboesa, amora, etc.) o risco de ataque cardíaco foi semelhante ao de pessoas sem a variante do gene. O estudo internacional foi liderado por pesquisadores das universidades McMaster e McGill, no Canadá.
Fonte:www.saude.ig.com.br/minha saude

quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012

Doenças cardiovasculares matam 17 milhões ao ano em todo o mundo


Pressão alta, glicose elevada, obesidade e sedentarismo são os principais fatores de risco para essas doenças.

 

Dados da Organização Mundial da Saúde (OMS) indicam que, a cada ano, 17,3 milhões de pessoas morrem em todo o mundo vítimas de doenças cardiovasculares, sendo que 80% desses óbitos são registrados em países de baixa e média renda. A estimativa é que, em 2030, o total de mortes possa chegar a 23,6 milhões.

As doenças cardiovasculares, segundo a OMS, são a principal causa de morte em todo o mundo. Em 2008, os óbitos provocados por elas representaram 30% do total registrado globalmente.

Os fatores de risco para tais enfermidades incluem pressão alta, taxas de colesterol e glicose elevadas, sobrepeso e obesidade, além de hábitos como fumo, baixa ingestão de frutas e verduras e sedentarismo.

De acordo com a organização não governamental Federação Internacional do Coração (World Heart Federation), em países em desenvolvimento, as doenças cardiovasculares têm historicamente afetado a parcela da população com maior escolaridade e boa renda.

Saiba mais sobre as 
doenças cardíacas na Enciclopédia da Saúde

Entretanto, a perspectiva é de mudanças desse cenário – pessoas em idade produtiva e de baixa renda também estão sendo acometidas por esse tipo de enfermidade. A agravante é que, nesse grupo, as taxas de mortalidade em razão de uma parada cardíaca, por exemplo, são mais altas.

No Dia Mundial do Coração, lembrado hoje (29), a OMS, em parceria com a Federação Internacional do Coração, promove em mais de 100 países atividades como ações de prevenção, caminhadas e exposições.

A estimativa é que as economias de países como o Brasil, a Índia, a China, a África do Sul e o México registrem, juntas, uma perda de 21 milhões de anos de vida produtiva em razão de mortes precoces provocadas por doenças cardiovasculares.

A ONG listou uma série de prioridades para os próximos anos, entre elas aumentar a atenção às doenças cardiovasculares na agenda global de saúde; melhorar o atendimento a pacientes vítimas de doenças do coração e derrames; promover dietas voltadas para o bem-estar do coração e atividades físicas para toda a população; melhorar a detecção e o controle da pressão alta em todo o mundo e avançar na conquista de um mundo livre do tabaco.

Na semana passada, a Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU) realizou, em Nova York, uma reunião com líderes mundiais para tratar das doenças crônicas não transmissíveis – incluindo as cardiovasculares. Essa foi a segunda vez na história em que o órgão discutiu um tema relacionado à saúde. Anteriormente, a aids foi abordada.

Autora do texto:Paula Laboissière

Fonte:www.saude.ig.com.br/minha saude

 

sexta-feira, 24 de fevereiro de 2012

Causas do mau hálito

O curioso em relação ao mau hálito é que os portadores não conseguem perceber o odor desagradável que exalam. São os outros que notam e ficam constrangidos em avisar – “Olha, teu hálito não está legal”. Às vezes, nem toda a intimidade do mundo justifica uma atitude como essa e o problema não é enfrentado como deveria.

     O cheiro está tão ligado às emoções que o hálito desagradável pode provocar repulsa e afastamento, muitas vezes, irreversível. Casais chegam a relevar desencontros, vencer diferenças de personalidade e das formas de enxergar a vida, podem até esquecer os maus passos dados por um deles, mas é muito difícil que consigam superar a inconveniência do mau hálito num dos parceiros.
Na grande maioria dos casos, o mau hálito, ou halitose, tem origem na própria língua, (imagem 1) um órgão muscular revestido por papilas. Essas papilas possuem terminações nervosas que, estimuladas por determinadas moléculas, conduzem informação ao cérebro a fim de reconhecer o gosto das coisas. Como se pode observar na imagem 2, na parte posterior da língua, sobram espaços entre as papilas e se formam pequenas criptas. Neles se acumulam alimentos e restos de células que descamam do epitélio lingual. Esses resíduos funcionam como meio de cultura para as bactérias que, quando fermentam, liberam substâncias ricas em enxofre, É a presença e o cheiro de enxofre que provocam o mau hálito.




CAUSAS DO MAU HÁLITO
Drauzio – A língua é a principal fonte do mau hálito?
Ronaldo P. Lima Barbosa – A literatura registra que de 90% a 95% das halitoses, ou mau hálito, são causadas no ambiente bucal, principalmente na língua, e cerca de 5% a 10% têm causas sistêmicas. A língua possui diversas papilas gustativas entre as quais se formam criptas, ou seja, saquinhos que retêm resíduos de alimentos, células epiteliais descamadas e placas bacterianas que começam a fermentar e a liberar odor de enxofre. Essa é, sem dúvida, a principal causa do mau hálito.
Drauzio – Por que muita gente associa o mau hálito ao fato de estar muito tempo sem se alimentar?
Ronaldo P. Lima Barbosa – Esse é um conceito equivocado. Acontece que o alimento retido na língua, depois de uma hora sem alimentação, período em que ocorre menor fluxo salivar, somado à falta de atrito da língua com o palato e com o bolo alimentar, produz maior fermentação e exala mais odor.
Quando a pessoa come, o bolo alimentar, mais o atrito da língua com o palato e o aumento da salivação ajudam a remover os resíduos existentes nas papilas gustativas e as bactérias responsáveis pela fermentação.
Drauzio – Isso explica a halitose matinal?
Ronaldo P. Lima Barbosa – Durante a noite, há menor produção de saliva e, portanto, maior fermentação e maior liberação de odores de enxofre. Por isso, o odor matinal é sempre mais forte do que outros tipos que ocorrem durante o dia.
O ESTÔMAGO NÃO TEM CULPA
Drauzio – Atribuir o mau hálito a problemas estomacais, como muitos fazem, está correto?
Ronaldo P. Lima Barbosa – Esse é outro conceito errado. Se analisarmos fisiologicamente o problema, veremos que existem esfíncteres gastrintestinais que não permitem a passagem dos odores estomacais para o meio externo. Esfíncteres são válvulas que se fecham depois da passagem dos alimentos. Normalmente, o mau hálito pode ser atribuído ao estômago apenas em duas situações básicas: eructação gástrica, ou arroto, e refluxo gastroesofágico, quando há uma deficiência no funcionamento da válvula que separa o esôfago do estômago.
Ronaldo P. Lima Barbosa – Existe um estudo realizado na Universidade de Toronto, no Canadá, bastante interessante. Os pesquisadores embrulharam nos pés dos pacientes uma pasta com alho que era absorvido pela pele, caía na corrente sanguínea e, algumas hora depois, seu odor era eliminado pela boca. Com isso, eles estavam tentando provar que não vem do estômago o cheiro do alho que a pessoa come, mas vem dos pulmões pelas vias aéreas. A conclusão a que chegaram, portanto, foi que a halitose por ingestão de alimentos voláteis, como alho e cebola, não procede do estômago, mas sim dos pulmões. Após sua absorção, eles caem na corrente sanguínea, participam da troca gasosa nos bronquíolos pulmonares e seu cheiro característico é exalado pelas vias aéreas superiores.
Deve-se ainda considerar o fato de que os movimentos peristálticos do aparelho digestivo não favorecem o retorno dos odores estomacais.
Drauzio – Além dos problemas de boca, gengiva e alvéolos dentários, quais são os mais frequentemente associados ao mau hálito?
Ronaldo P. Lima Barbosa – Existem outras patologias que podem levar à halitose como as sinusopatias, problemas respiratórios e tonsilas (amídalas) inflamadas. A inflamação das amídalas, por exemplo, pode provocar maior formação de muco que, depositado na parte posterior da língua, produz mais saburra lingual e dispara o processo da halitose.
Uma das causas mais comuns, porém, associada à halitose é a diminuição do fluxo salivar, a xerostomia. Diversos fatores interferem na produção das glândulas salivares. Entre eles, destacam-se determinadas drogas e certos problemas respiratórios. Pacientes que respiram mais pela boca, não têm selamento labial adequado, o que provoca ressecamento da mucosa e favorece a halitose.
O fluxo salivar também pode ser alterado por falta de ingestão de água. É importante ingerir de dois a três litros de água por dia para evitar que a parte sólida da saliva torne-se mais espessa por falta de líquido e acumule-se no dorso posterior da língua, aumentando a ocorrência de halitose.

quarta-feira, 15 de fevereiro de 2012

Cuidados para o carnaval

Vai viajar no Carnaval? Além de passagem e hospedagem, programe-se para prevenir e combater os problemas mais comuns que podem prejudicar a saúde nos dias de folia.
Segundo o infectologista Alexandre Piva Sobrinho, professor do curso de Medicina da Universidade Cidade de São Paulo – UNICID, os maiores cuidados a serem adotados estão relacionados com o excesso de bebidas alcoólicas, uso de drogas ilícitas e ingestão de alimentos contaminados. Outro ponto que merece atenção é o risco de desidratação e alergias provocadas pelas altas temperaturas do verão.
O especialista explica que a transpiração aumenta muito nesta época, por isso, deve-se elevar o consumo de água, ainda mais se o intuito for acompanhar o ritmo dos blocos de rua, ensaios de escolas de samba e trios elétricos. O médico também alerta: “no calor, há crescimento de enfermidades transmitidas por insetos, como malária e febre amarela.
O aumento das chuvas, muito comum neste período do ano, ainda pode trazer doenças, algumas vezes graves, como dengue e leptospirose, que podem se transformar em verdadeiras emergências médicas”, ressalta Sobrinho.
Para saber como se prevenir de doenças típicas que podem ocorrer nesta época do ano, o professor indica seis dicas essenciais para adotar neste Carnaval e cair na folia sem preocupação:

Programe-se

É preciso planejar detalhadamente o roteiro de viagem levando em consideração as diferenças de clima, altitude e fuso horário, se for o caso. Procure informações sobre as doenças prevalentes do local escolhido e os seus riscos de aquisição. Atenção: se for preciso, reveja a necessidade de atualização de vacinas. “Pessoas sob cuidados especiais de saúde devem consultar o seu médico antes da viagem e obter certificado médico especificando o medicamento em uso”, ressalta o infectologista.

Evite

O excesso de bebidas alcoólicas e o uso de drogas ilícitas pode provocar consequências drásticas, como acidentes e internações por alcoolismo, desidratação e até coma alcoólico. Portanto, comemore o Carnaval sem o uso de substâncias que alterem a consciência.

Cuide-se

As doenças com relação direta ao Carnaval são as DSTs (doenças sexualmente transmissíveis), entre elas, gonorréia, sífilis, hepatite B e AIDS. Outra situação constante, que não constitui doença, é a gravidez – muitas vezes, indesejada. A melhor e única maneira de prevenção é com o uso de camisinha, que não deve ser esquecida, mesmo após algumas doses de bebida alcoólica.

Não se descuide da alimentação

O preparo de alimentos sem os devidos cuidados com a higiene pode causar as desagradáveis intoxicações alimentares, culminando em vômitos e diarréia. “Uma boa prática é a ingestão de alimentos leves e saudáveis, e tomar de dois a três litros de água por dia”, afirma Sobrinho. É muito importante manter uma alimentação saudável com muitas frutas, legumes e verduras frescas. Todas bem lavadas!

Evite queimaduras

Em regiões com altas temperaturas, é primordial evitar as tão temidas queimaduras. Não há segredos: para se cuidar, o uso diário de protetor solar com no mínimo o fator 30 de proteção é um item essencial para carregar na bagagem. “Mesmo em dias nublados, o seu uso torna-se obrigatório caso haja exposição solar. A aplicação deve ser feita a cada duas horas ou toda vez que entrar na água”, explica o médico. Acessórios como bonés, óculos escuros e guarda-sol ajudam a complementar a proteção. “Não esqueçam que até 20% dos raios solares são refletidos pela areia da praia”, afirma.

Fuja das alergias

Viagens em feriados, principalmente no verão, as pessoas também são susceptíveis a contrair alergias, por isso, é preciso ficar alerta com plantas, alimentos ou substâncias desconhecidas. Desta forma, é possível evitar as temidas reações de hipersensibilidade, que se apresentam como manchas avermelhadas, pruriginosas (muita coceira) e em alto relevo. Fique em alerta: Caso a alergia cause falta de ar, um médico deverá ser consultado imediatamente. Além disso, o bom e velho repelente e as telas de proteção também ajudam a afastar os insetos que podem causar irritações ou até doenças.
Fonte: http://bagarai.com.br/dicas-de-saude-para-o-carnaval-2012.html

quinta-feira, 9 de fevereiro de 2012

Prevenindo a Desidratação

Estamos no verão, e com ele as ameaças gêmeas do calor e umidade. Correr no calor pode rapidamente levar à desidratação, a qual está no topo do ranking dos piores inimigos dos corredores ao lado de dobermans bravos. Desidratação prejudica sua performance e diminui sua capacidade de recobrar-se para o próximo treino. Continuar a correr quando estiver desidratado pode levar à exaustão pelo calor e morte.

Para entender melhor os perigos da desidratação, vamos dar uma olhada a o que acontece no organismo quando você corre em um dia quente. Primeiro, seu corpo automaticamente manda mais sangue para a pele para o esfriamento pela evaporação, deixando menos sangue rico em oxigênio para seus músculos das pernas. Segundo, quanto mais calor estiver, mais você transpira, e mais o volume sanguíneo diminui. Menos sangue retorna ao seu coração, então ele bombeia menor quantidade de sangue por contração. Desta forma, a sua freqüência cardíaca precisa aumentar para bombear a mesma quantidade de sangue. O resultado é que você não pode manter um ritmo tão rápido em um dia quente.

O pior de tudo, desidratação tende a pegá-lo desprevenido. Se você repor um pouco menos de fluidos do que perde a cada dia, depois de alguns dias estará correndo mal e não saberá porque. Larry Armstrong, Ph.D., fisiologista do exercício e maratonista, induziu desidratação equivalente a 2% do peso corporal em corredores e observou uma queda de 6% na velocidade entre 5 km e 10 km. Isso significa queda de 3% na performance para cada perda de 1% no peso corporal devido à desidratação.

Não é incomum perder de 1,3 a 1,8kg de água por hora ao correr em um dia quente. A essa taxa, depois de 2 horas um corredor de 68kg poderia perder de 2,6 a 3,6kg, representando perda de 4-5% no peso corporal e decréscimo de 10-15% na performance. Isso é em torno de 1 minuto extra a cada 1,5 km. Porém, perder mais que 4-5% do peso corporal pode ocasionar danos ainda mais sérios para seu organismo.

Prevenindo a Desidratação

Caso você esteja correndo em temperaturas acima de 21 graus, ou 15 graus se a umidade for alta, manter-se apropriadamente hidratado pode ser um desafio. Você precisa de uma estratégia, nos dias quentes, para prevenir a desidratação e minimizar os efeitos acumulativos de correr no calor.

Antes dos treinamentos e corridas, concentre-se em beber quantidade suficiente de fluidos para assegurar que esteja completamente hidratado. Não se baseie no mecanismo do organismo de alerta através da sede, já que este é imperfeito. Você também não pode somente sentar-se e beber dois litros de fluidos de uma vez e achar que estará totalmente hidratado. Leva tempo para os tecidos do corpo absorverem os fluidos. O American College of Sports Medicine recomenda beber em torno de meio litro de fluidos em aproximadamente 2 horas antes do exercício para ajudar a assegurar que esteja adequadamente hidratado e ter tempo de eliminar o excesso de água. Bebidas contendo sódio são mais prontamente absorvidas pelo corpo.

O quanto você deve beber durante suas depende do calor e umidade, e a quantidade de quilômetros que está correndo. A quantidade máxima que você deve beber é aquela que pode ser esvaziada do seu estômago. Estudos têm mostrado que a maioria dos estômagos dos corredores somente pode esvaziar em torno de 170-200 gramas de fluidos a cada 15 minutos durante a corrida. Caso você beba mais do que isso, o fluido extra apenas ficará pulando no seu estômago e não dará qualquer benefício adicional. Porém, você pode ser capaz de lidar com mais ou menos do que a média, então experimente o quanto de fluidos seu estômago irá tolerar.

Pese-se antes e depois de correr, calcule o quanto perdeu, e então beba fluidos com o objetivo de voltar ao peso normal. Seu sangue e outros fluidos ajudarão a remover os produtos residuais e levar nutrientes aos tecidos para reparo. Repor os fluidos perdidos o mais cedo possível depois de correr acelerará sua recuperação.

O que beber

Há duas ótimas opções: água e bebidas com carboidratos. Nada supera água para pura hidratação. A vantagem das bebidas com aproximadamente 4-6% de carboidratos é que elas são absorvidas tão rapidamente quanto a água e ainda provêm energia. Os carboidratos podem ajudar sua performance durantes treinos e competições de durem mais de 1 hora. Bebidas contendo os níveis corretos de sódio são absorvidas mais rapidamente e previnem a desidratação. Você deve evitar bebidas com cafeína, como café, chás e refrigerantes tipo cola, porque a cafeína é um diurético e o deixa mais desidratado do que antes. De forma similar, cerveja e outras bebidas alcoólicas podem acalmar seus nervos, porém são contra-produtivas para a hidratação. Caso você tome bebidas com cafeína ou álcool, beba mais água para equilibrar o efeito desidratante.

Você consegue ingerir fluidos suficientes para prevenir a desidratação em um dia quente?

Vamos examinar isso. Transpiração versus ingestão. Em um dia quente você pode perder de 1,8 a 2,3kg de água por hora quando corre. Nós já estimamos que seu estômago pode absorver aproximadamente um pouco menos de 900 gramas por hora. Isso deixa um déficit de 0,9-1,4kg por hora. Você não consegue beber o suficiente para mantê-lo hidratado, então quanto mais longa a corrida, maior será o déficit.

Encare a corrida no Verão como um desafio da natureza. Seja flexível com seu programa de treinamento. Corra em um horário no qual o calor seja menos severo, e esteja preparado para enfrentar os fatos fisiológicos. Em um dia quente e úmido, diminua seu ritmo desde o começo ao invés de esperar que o seu corpo o force a fazer isso. Ao usar o bom-senso e mantendo-se bem hidratado, você pode aproveitar de forma segura a corrida durante o Verão.


Tradução copyright © 2004 por Helio Augusto Ferreira Fontes

Texto copyright © 2004 por Pete Pfitzinger
Fonte:http://www.copacabanarunners.net/desidratacao.html


sexta-feira, 3 de fevereiro de 2012

Cirurgia Bariatrica não significa cura para a diabetes

O Artigo da revista British journal of surgery de 10 de janeiro de 2012(Br J Surg. 2012:88:100-103) mostrou que somente 1/3 dos pacientes diabéticos tipo II submetidos a cirurgia bariatrica entram em completa remissão da doença que é quando a glicose cai para niveis normais. Os autores concluem que a cirugia bariatrica deve ser encarada como um meio de melhorar o controle da glicose no sangue e não para a cura . Esse estudo sugere que os pacientes e os médicos que indicam a cirurgia devem ter expectativas realistas da importancia da cirurgia bariatrica no controle da diabetes, e com ênfase principalmente na redução das complicações como Infarto ,acidente vascular cerebral, tromboses, cegueira, insuficiencia renal, amputacao de membros inferiores e neuropatias.

Artigos como esse tem uma importância significativa e vem em boa hora, tendo em vista a banalização da cirurgia Bariatrica por pacientes e até mesmo por colegas médicos . Muitos pacientes, acreditam que o procedimento não tem risco e que este é o caminho mais fácil para perder peso, ou até mesmo curar a diabetes quando estes sao diabéticos . Esse fato esta muito longe de ser verdadeiro pois há risco real de complicações pós cirúrgicas serias e até mesmo de morte. Muitas vezes ,o paciente é submetido a varias cirurgias e a maioria tem perda de peso, porém permanecem obesos.

Não é raro ,o paciente chegar no consultório do endocrinologista, solicitando a cirurgia pois refere que não consegue fazer a dieta ou seguir os horários da alimentação ; porém a dieta pós cirurgia Bariatrica é muito mais rigorosa com os horários , diga-se freqüência das alimentações , e outras coisas como o teor de fibras e carbohidratos por exemplo. Além da necessidade de reposição de viatminas e minerais diariamente devido a má absorção do estômago pós cirurgia . Se os pacientes fossem para um tratamento ou uma dieta com a mesma vontade que vão para a cirurgia creio que teríamos um aumento substancial de sucesso terapêutico da obesidade e diabetes sem termos a necessidade da cirurgia Bariatrica .

A cirurgia Bariatrica tem as suas indicações e em muitos casos, é realmente de grande ajuda ,podendo ser até mesmo um ultimo recurso , mas o paciente não pode desistir nunca de um tratamento clinico porque acredita que a melhor opção para ele(a) seja a cirurgia; então é fundamental o relacionamento médico paciente para que este tenha confiança no médico e acredite junto com o seu médico no tratamento proposto.

Dr. Ricardo Drumond - Endocrinologista e fundador do Instituto Doutores de Coração